imaginem que são cravos, mascarados de camélias tristes

25 abril, 2005

Neste dia ainda bebé vamos comemorar uma data psicológica, a cura do jardim à beira mar plantada (cura tardia...).
Será que já estamos curados daquilo que adormecemos durante séculos? é o dia para refletirmos o que fizemos pelo pedaço de terra pequeno que culturalmente habitamos. E fazer mais por ele, mimá-lo e dizer que é grande e que o seu povo é quem manda...para não nos esquecermos que liberdade é cada um segurar no pedaço de terra e moldá-lo, ser-mos cada um artífices da nossa terra.


Como escreveu sabiamente, um dos mais sábios desta pátria no seu romance "Os Maias":

"Clamamos por aí, em botequins e livros, “que o país é uma choldra”. Mas que diabo! Porque é que não trabalhamos para o refundir, o refazer ao nosso gosto e pelo molde perfeito das nossas ideias?... Vossa Excelência não conhece este país, minha senhora. É admirável! É uma pouca de cera inerte de primeira qualidade. A questão toda está em quem a trabalha. Até aqui, a cera tem estado em mãos brutas, banais, toscas, reles, rotineiras... É necessário pô-la em mãos de artistas, nas nossas. Vamos fazer disto um bijou!...”Um dia para pensarmos em que mãos deixamos o nosso bijou tosco, e refazê-lo pelo molde das nossas ideias.

Bom cravos amanhã e que o sol nos presentei com raios novos para iluminarmos mais um 25 deste abril

1 comentário:

  1. Anónimo01:23

    ainda quero desenhar um cravo.

    (política de m.)

    j.

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