sufragista

27 junho, 2005

continuo a achar que nunca me senti mais vezia do que hoje. continuo numa procura incessante, que já não sei se é em mim ou fora de mim, e não consigo encontrar, ninguém, nada nem mesmo eu. como se estivesse perdida de tudo, desligada, não relacionada, quase sem identidade. por um lado, é também assim que me queria sentir, anónima, puramente anónima, mas isso é apenas utopia, já não posso esconder a cara, nem o nome. tenho que estar eu, aqui, sem penas, sem esconder... e isso custa tanto que me apetece perder de mim e dos outros outra vez. voltar ao anonimato e aos sonhos, para ninguém me reconhecer.

acho que todos nós nos encontramos nos sonhos sem sabermos conscientemente, e já nos conhecemos todos, uma vez, no espaço explorado quando não vivemos a diária alucinação, mas as outras.

não sei, nem quero saber, se isto é um bom ou mau texto. só me interessa escrevê-lo e publicá-lo, dá-lo a conhecer mesmo que ninguém o leia. ainda não arranjei explicação suficiente para isto, continuo apenas a achar "que sempre que escrevo sou só para mim".

mais uma vez não ofereço poesia, nem prosa, nem escrita, só coisas amassadas por escrever e pensar,
coisas próprias de um bazar velho, guardadas em baús.

a sufragista, outra vez,
mais vazia que nunca

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