barcelona

20 outubro, 2006





Barcelona é como os azulejos dos bancos do Parc Guëll. Colorida de coisas diferentes, fragmentadas, irregulares, estranhas e sempre diferentes. Barcelona tem algo de antigo vanguardista e de um novo que soa a antigo. Barcelona é contemporânea nas coisas de outros tempos e nas de agora e é também pretenciosa quanto baste e especialmente carismática. Daquelas cidades que se sente cosmopolita no ar e que se passeia sobre si mesma, nariz empinado e vaidosa até mais não. Mas podem conviver todos ali, os pobres, os ricos, os feios, os belos, os do norte e os do sul, os catalães, os espanhóis e os estrangeiros. Apesar da aparente democracia de metrópole, é um sítio em que cada um tem o seu papel definido, construído e escrito naquilo que veste e aparenta, rotulados e embrulhados como gente de Barcelona.
Mas acolhe cada um na sua peculiaridade de sítio grande, multiracial e multiligue. Apesar da sensação de um Gaudí-para-turistas por todo o lado, há também um Gaudí, padroeiro do Modernismo catalão e diseñador eterno da cidade, cuja aura se sente inerente a Barcelona.

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