volver

06 dezembro, 2006

 

Vivir con el alma aferrada a un dulce recuerdo, que lloro otra vez 
Volver é do sentimento manchano marcado pelo compasso das palmas flamencas, é das lágrimas das mulheres que enterram os homens como fantasmas e se fazem fantasmas delas mesmas, Volver é retro, rural, urbano e Almodóvar. Um filme que me tocou como todos deste homem que marca a Espanha, o cinema e a poética da identidade hispânica. Já há muito que o procurava e hoje parece que veio de encontro a mim para me fazer reflectir as coisas d'agora. Os filmes do Almodóvar parece que vêm sempre tocar me lá no fundo, exacto naquilo que há de mais contemporâneo em mim. Ao encontro dos segredos da alma, ou dos acontecimentos recentes, tocam nos pontos da poética da vida: sempre o feminino, a morte e o sexo. Neste, as gerações de mulheres, o matriarcado, os homens enterrados, a maternidade, a morte e o sonho que aqui é superstição e medo. Um filme sintético, em que são colocados todos os ingredientes à vez, num ritmo compassado de receita de cozinha feminina ou acorde de guitarra, rápido, seguro, certeiro. 

Tengo miedo el encuentro con el pasado que vuelve a enfrentarse con mi vida, tengo miedo de las noches que pobladasde recuerdos encadenan mi soñar


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