de dias limpos como o de hoje

29 setembro, 2007

Nos dias limpos, ver linhas frias
complica a respiração da alma.
Seis linhas, caminhos, abraços falsos,
vestidos de abstracto, são só,
e apenas,
coisas da consciência e da razão.

Despidas, não parecem mais
que os pais extremosos,
as amas moralistas e a
raiva dos velhos pela
juventude invertida nas
gerações novas. Falam-te
como inimigos
para te esventrarem a lógica,
o sono e a vida.
Roubos lícitos e decretados.
Mas no cerne da abstracção,
essa planta áspera da alma,
acorda-te uma
coisa nos olhos e na consciência:
lembramos, muito raramente,
o nosso paternalismo interior.
Uma força conservadora
de forçar juízo
em forma de hipocrisia,
depósito do fundo da alma
no escuro da morte próxima.

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