das penas do desejo

11 outubro, 2007

Mal sabia eu que
no dia a seguir ia estar curada
e sem ninguém entre as pernas
só um penar longo de desejo presente
numa espera quase infinita.

E tu, que me beijas as penas do desejo
esta penugem sensível e virgem
em carícias de anos a anos.
Premir este desejo é
devolvê-lo à vida
nessa tortura mensal,
sem pudor. Um acto
animalesco de acordar
o amor em nós e acreditá-lo.

1 comentário:

  1. Belíssimo poema. Aliás, gostei mesmo muito de todos os que aqui encontrei.

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