dos pássaros

20 janeiro, 2008


eram árvores gigantes
que me preenchiam o corpo
eram vozes doces e grandes
e secas. a plantarem-se ao sol
para sorverem a vida a cada dia.
os galhos secos eram mentira
por dentro tinham sangue
quente e vegetal
do mesmo que corre
pelas minhas veias frias
de pássaro sem asas.

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