des(d)enha-me

18 fevereiro, 2009

queria poder dedicar-me só
a desenhar o meu amor por ti.

desdenhar o meu amor por ti
deveria consistir
em construir paciências
em sequências longas e pausadas
com a calma das ondas
para não dasabar num lago.

sofrê-lo por não o desenhar
todos os dias, é pequeno e injusto
para com a tua saudade.
as linhas não chegam aos tornozelos
e a àgua apaga-me as imagens nas mãos.

escolher devagar é uma dádiva rara.
a vida muitas vezes cai-nos no colo,
de repente.

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