
A conversa mais recorrente em Portugal… é sempre com o patrão ou com alguém no poder. É sempre mentira, mentira absoluta… É sempre com a pessoa poderosa.
O português é sempre herói nas histórias que conta. Ao contrário dos ingleses ou do franceses, que contam as histórias, e são eles que ficam mal, ou seja, um momento embaraçoso, enganou-se… O português não. O português conta uma história enorme e ele é que tem razão e que disse e que é o herói… Um herói muito estranho. São estórias profundamente boring, porque já sabes como vai acabar, o fim é sempre: e ele, vira-se para o grande, para o monstro e pronto: “E disse-lhe! Disse-lhe e pronto, o gajo ficou caladinho!”
Miguel Esteves Cardoso

com um atraso tremendo, mas sempre maravilhoso, deixo aqui o meu doismileonze. uma colecção das coisas que ouvi neste ano complexo.
na capa vêm a minha janela para o inverno mais frio e branco que já vi. uma janela nostálgica, muito cheia de saudade.
tem muito fachada e muita pj, assim como deve ser. e também lá tem o ryan goslin a fazer um falsete bonito. fui ainda a tempo de lhe pôr um pouco de frio com uma música da björk.
é assim uma caixa de bonbons, todos do ano que passou. comam-nos antes que se estraguem: aqui.

Deus, pátria e família - B Fachada
All and everyone - PJ Harvey
Suzanne & I - Anna Calvi
50's - House of Wolves
You always hurt the ones you love - Ryan Gosling
A pele que há em mim (quando o dia entardeceu) com JP Simões - Márcia
Lisbon, OH - Bon Iver
Thunderbolt - Björk
Lose it - Austra
Money - The drums
The glorious land - PJ Harvey
Mané-mané - B Fachada

