na cidade

18 setembro, 2012

Príncipe Real

a propósito deste post:

se o espaço privado e o espaço público convivem, lado a lado, deve haver pelo menos bom senso a guiar as opções do espaço privado enquanto espaço público. 

alterar uma fachada de uma loja é uma opção privada que devia apenas estar repleta de bom senso (e bom gosto) para que não destrua aquilo que pertence ao público, ou seja, a todos.

existem cada vez mais designers e arquitetos disponíveis para encontrarem soluções com bom senso e bom gosto, sem ser necessário a arrogância de "esconder" azulejos arte nova, num claro desdém pelo património arquitetónico. atitudes dessas fariam desmerecer uma localização num edifício como esse.

se as leis que temos (ou as instituições) não defendem o património, as pessoas comuns (comerciantes, farmacêuticos, jornalistas, designers, arquitetos) deveriam zelar por essa réstia de bom senso e de bom gosto que com pouco esforço torna tudo mais simples e mais belo. 
sem violências.

(texto que enviei por e-mail aos senhores da Farmácia em questão)

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