Alguns critérios desenvolvidos por Phil Baines na sua investigação em Londres para a análise do lettering na paisagem urbana. Estes critérios (estão explicados aqui) são quase como categorias de organização visual, de forma a entender como se relacionam as várias variantes: desenho, situação, escala e material. Escolhi alguns exemplos portugueses para ilustrar cada um destes critérios de forma a entender as questões que mais se observam no lettering português. Por falta de exemplos exclusivamente de Aveiro, por não ter ainda diversidade suficiente na minha recolha até este ponto, escolhi imagens de vários exemplos de todo o país.
MODULARIDADE & MANUFACTURA
Lettering que depende de um processo de manufactura e no qual o meio e a superfície onde é realizado geram o interesse visual


EXPLORAÇÃO
Lettering que é produzido manualmente e no qual tanto o meio como o desenho das letras constituem o interesse visual


MODULARIDADE & MANUFACTURA
Lettering que depende de um processo de manufactura e no qual o meio e a superfície onde é realizado geram o interesse visual


EXPLORAÇÃO
Lettering que é produzido manualmente e no qual tanto o meio como o desenho das letras constituem o interesse visual


FORMA DETERMINADA PELO MATERIAL
Lettering cuja forma do desenho é definida pelo material utilizado
Lettering cuja forma do desenho é definida pelo material utilizado

"O desenho de lettering demonstra uma capacidade de flexibilidade formal que difere da flexibilidade inerente à maioria dos tipos: num simples exemplo de lettering, cada caracter individual poderá ser repetido ou diferente e o seu espaçamento em relação a outros caracteres poderá variar conforme o seu contexto.""O que se torna claro ao olhar para estes exemplos de lettering na arquitectura e no meio envolvente é que o critério para avaliar o lettering não pode ser limitado apenas à consideração do desenho das letras. É uma relação de quatro factores principais - desenho, disposição ou situação, escala e material - em que a influência de cada factor varia de um exemplo para o outro."
Phil Baines, Public Lettering
Tipografia vs Lettering
"O conceito de Lettering - como era entendido pelos calígrafos e gravadores de pedra - não tem que ver com o mais básico dos programas de tipografia ou de design gráfico. Este facto juntamente com a abilidade dos computadores e dos métodos de produção actuais para gerar tipos a qualquer escala e practicamente em qualquer suporte tende a fazer-nos esquecer as súbtis, mas importantes diferenças entre lettering e tipografia e também as distintas necessidades da informação em exposição permanente ou semi-permanente e a informação impressa em papel ou apresentada no ecrã."
Phil Baines, Public Lettering
"Se a tipografia é entendida como um produto industrial capaz de um uso generalizado, o lettering pode ser visto como a sua disciplina-mãe. Engloba todas as técnicas manuais alguma vez usadas para produzir os símbolos alfabéticos que a humanidade usou durante milhares de anos para identificar, para instruir e para apresentar ou promover algo.""A noção de mecanização sugere uma das mais principais diferenças entre tipografia e lettering: a tipografia significa escrever através de unidades repetidas, o lettering é único." Phil Baines, Type and Typography, p. 10






















