granada la andaluza

05 junho, 2006





Lugar-mistério de gentes diferentes, este é um poço da cultura, já reciclada, ainda por descobrir dos povos antigos que aqui habitavam as colinas e o sopé das encostas mouras. Os muçulmanos, os ciganos, os judeus e mais tarde os católicos dão lugar hoje aos andaluzes, aos ciganos, aos romenos e aos hippies. Uma cidade de cantos urbanos e cantos rurais, como com aldeias dentro de uma urbe, ruelas estreitas, clãs exóticos e muito flamenco na noite.
Na mistura, há uma cidade feita de tudo, urbana, rápida, grande, concentrada, árabe, espanhola, cigana, oriental, musical, rica e estranha. Em três dias, definir um sítio como Granada só se resume em excesso de substantivos. Mas ficam no ouvido as palmas do flamenco e os ritmos compassados da alma árabe deixada como herança exótica aos ciganos e aos andaluzes e um sotaque leve como as folhas de outono, sem "s", que nos parece fazer ouvir o vento da Sierra Nevada, ao longe.

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